Revisão 8° ano - prova I
1. Período Regencial: Desafios
- Detalhes: O Período Regencial (1831-1840) foi um momento de grande instabilidade política e social após a abdicação de D. Pedro I. A principal preocupação das elites e do governo central era manter a unidade territorial do Brasil.
- Contexto: Diversas revoltas regionais eclodiram, como a Cabanagem (Pará), a Balaiada (Maranhão), a Sabinada (Bahia) e a Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul).
- Significado: Essas revoltas indicavam a fragilidade do poder central e a ameaça de projetos separatistas, tornando a consolidação de um governo forte a prioridade máxima.
2. O Golpe da Maioridade
- Detalhes: O Golpe da Maioridade, em julho de 1840, antecipou a coroação de D. Pedro II, que tinha apenas 14 anos.
- Justificativa: Foi articulado por políticos (principalmente liberais, mas com apoio de conservadores) que viam no Imperador uma figura centralizadora e pacificadora, capaz de pôr fim às revoltas regenciais e à crise política.
- Objetivo: O retorno de um imperador ao trono era visto como a única alternativa política viável para fortalecer o poder central e garantir a integridade territorial do Brasil.
3. Alternativa Política para a Instabilidade Regencial
- Detalhes: O texto afirma que a alternativa política para a instabilidade das revoltas regenciais exigiu o fortalecimento do poder central e a repressão dos movimentos.
- Conexão: O Golpe da Maioridade foi a medida política que, de forma mais efetiva, buscou essa centralização e estabilidade. Ao colocar D. Pedro II no poder, a monarquia foi restaurada em sua plenitude, permitindo ao imperador exercer o Poder Moderador e controlar o sistema político, o que era visto como essencial para pacificar o país.
4. Segundo Reinado: Partido Liberal e Partido Conservador
- Detalhes: Durante o Segundo Reinado, a política era dominada por esses dois partidos, que se alternavam no poder.
- Liberais (Luzias): Defendiam uma maior descentralização do poder, mais autonomia para as províncias e a diminuição da interferência do governo central.
- Conservadores (Saquaremas): Apoiavam a centralização do poder nas mãos do Imperador e do governo central, controlando as províncias de forma mais rígida.
- "Farofas e Farinhas": Apesar das diferenças ideológicas, ambos os partidos representavam a elite agrária (proprietários de terras e escravos). Como se dizia na época, "nada se parecia mais com um saquarema do que um luzia no poder," indicando que, na prática, suas ações pelo poder se assemelhavam.
5. "Eleições do Cacete"
- Detalhes: As eleições de 1840 foram as primeiras do Segundo Reinado e foram caracterizadas por uma intensa violência e fraude eleitoral cometidas pelos liberais para garantir o domínio político.
- Contexto: O termo "Eleições do Cacete" surgiu devido à contratação de capangas ("caceteiros") para intimidar adversários, roubar urnas e manipular o resultado.
- Consequência: A extrema violência e manipulação levaram o imperador D. Pedro II a dissolver a Câmara recém-eleita e a convocar novas eleições em 1842, consolidando o controle do poder imperial sobre a política.
6. O Uso do Poder Moderador
- Detalhes: O Poder Moderador, previsto na Constituição de 1824, era uma prerrogativa pessoal do Imperador D. Pedro II que o colocava acima dos outros três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
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Poderes Específicos: Por meio dele, o Imperador podia:
- Nomear e demitir presidentes de província.
- Dissolver a Câmara dos Deputados (como fez nas "Eleições do Cacete").
- Escolher senadores.
- Interferir nas decisões ministeriais.
- Efeito Principal: A principal função prática era garantir o controle imperial sobre o sistema político, permitindo-lhe alternar o poder entre liberais e conservadores (o "parlamentarismo às avessas" brasileiro) e, assim, manter a estabilidade e o seu domínio.
7. Navios Negreiros
- Detalhes: Os navios utilizados no tráfico negreiro para transportar africanos escravizados eram chamados de tumbeiros (ou navios negreiros).
- Razão do Nome: O nome "tumbeiro" vem da palavra "tumba" ou "túmulo", devido às condições desumanas da viagem. A superlotação, a falta de higiene, a má alimentação e a violência resultavam em uma alta taxa de mortalidade durante a travessia do Oceano Atlântico.
8. O Surgimento da Identidade Negra.
- Detalhes: O texto de Kabengele Munanga explica que a identidade negra não é apenas uma questão de pigmentação, mas sim o resultado de um longo processo histórico.
- Contexto Histórico: Esse processo começou com o descobrimento do continente africano no século XV pelos portugueses (que marca o início da Idade Moderna e o movimento de Expansão Europeia).
- Sequência de Exploração: O descobrimento abriu caminho para as relações mercantilistas com a África, o tráfico negreiro, a escravidão e, posteriormente, a colonização do continente. Portanto, a exploração africana (tráfico e escravidão) foi uma consequência direta da expansão europeia iniciada no século XV.
